Escolha uma Página

Se de vez em quando dás por ti a pensar, ou mesmo a verbalizar coisas sobre os teus filhos como ‘Gostava que ele fosse mais desinibido, é tão envergonhado’ ou ‘ Ele precisa de ser mais calmo, é tão ativo’ ou ‘Ela é sempre tão chorona, precisa de ser mais forte’ e outras tantas outras expectativas, eu pergunto-te: 

Precisas de outro tipo de filho para amar?

Queremos filhos super rápidos a despacharem-se de manhã, rápidos a aprender na escola, na natação, no Karaté (até no Yoga) e rápidos na rotina de deitar. Nos entretantos, não ‘gostamos’ de filhos excitados, hiperativos e elétricos. Queremos filhos calmos, atentos, tranquilos, obedientes, educados, inteligentes, com boas amizades, maravilhosamente ‘assim’ ou ‘assado’.

Quando sinto esta sensação, pensamento ou até o desejo, de que as minhas filhas deveriam ser ‘assim ou assado’, eu faço esta mesma pergunta a mim própria. ‘Sandra, precisas de outro tipo de filha para amar?’ A resposta é tão óbvia, clara e imediata que me alinha por dentro e a resposta chega: 

‘Eu amo-te filha. Tanto, tanto que consigo ultrapassar as minhas próprias expectativas do que por vezes acho que deverias ser.’

Este diálogo interno ajuda-me muito a manter o meu centro nos momentos mais desafiantes, naqueles momentos em que as dúvidas batem à porta, em que receio não ser boa mãe.

Ajuda-me também a manter o meu foco em amar exatamente as filhas que tenho. Sem precisar de outro tipo de filha para amar.

É libertador. É apaziguador. É apaixonante.

Na verdade, é um processo de amor-próprio porque preciso de me amar tal como sou para conseguir fazer o mesmo com as minhas filhas.

E se há uma mensagem, com a qual te quero brindar neste ano é:
Ama o filho que tens.

E este, será um trabalho não só para 2018 mas para a vida inteira.

Abraço-te,

Sandra Matos

Mulher, Mãe, Coach, Professora de Yoga, Yoga no feminino
e Fundadora da Escola Babyoga Portugal

 

Pessoas que leram este artigo, também leram:

Share This