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Será que isto é uma prática de Bullying disfarçado, aceite e não questionado? perguntei.
Isso não existe. – disse-me uma mãe numa festa de aniversário.
Fiquei atenta. E o mesmo se repetiu em várias festas de aniversário a que fomos.

O quê? Alguns jogos e ‘brincadeiras’ que os nossos filhos são envolvidos e nós nem questionamos.

“O lencinho vai na mão, vai cair no meio do chão, se olhares para trás levas um grande chapadão, sim ou não, sim ou não.” cantavam as crianças em coro, sentadas em roda.
A criança que tem o lenço anda à volta da roda, quando deixa cair o lenço atrás das costas de um amigo, essa criança, levanta-se e corre para apanhar o primeiro. Se conseguir apanhá-lo fica com o lenço e é a sua vez. Neste caso, a criança que foi apanhada fica de fora do jogo.
Muitas e muitas vezes a criança que se levanta para correr e apanhar o amigo que lhe colocou o lenço, não consegue apanhá-lo. Ela dá o seu melhor, corre, transpira, empenha-se e não consegue. E por não conseguir, vai para o centro da roda. Senta-se e todos os amigos cantam em coro:
“Pata choca. Pata choca.” E como se não fosse o suficiente, a criança sai do jogo a seguir.

Conheces este jogo?
Por vezes muda algumas nuances mas não foge muito daqui.

Então vejamos, se isto não é Bullying, é o quê? Educação?, Jogos lúdicos?
Pergunto, para quem? Para a criança que é chamada Pata choca e sai do jogo a seguir?
Consegues imaginar este jogo repetido muitas vezes durante a infância desta criança?

Aqui está uma forma disfarçada, aceite e consentida de Bullying. Por nós, adultos.

Segundo o Wikipédia, Bullying (IPA: [ˈbʊljɪŋ]) é um anglicismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.[1] bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa sequelas psicológicas na pessoa atingida.

Ao despertarmos e abrirmos a consciência começamos a questionar. E é maravilhoso quando questionas. Assim abres portas para outras formas e outros olhares. O jogo do lencinho, o jogo das cadeiras e tantos outros são muito fáceis de transformar em jogos de cooperação, espírito de equipa, onde todos se divertem e aprendem.  São estes despertares internos, este abrir de janelas e portas do coração. O teu!

Partilho contigo outras formas de jogar:

YOGA, YOGA, POSTURA (in manual de formação de professores da Escola Babyoga Portugal)
Inspirado no famoso “Jogo do lenço”. As crianças estão sentadas em circulo. Uma criança inicia o jogo. Anda à volta do circulo tocando ligeiramente na cabeça ou no ombro dos amigos dizendo: Yoga, Yoga, Yoga quando toca na cabeça e diz, por exemplo, ‘CÃO’, a criança que foi tocada desta vez levanta-se e tenta apanhar a outra criança na postura do cão. Ambos terão  o fazer na postura escolhida. Não existe quem perde pois quem é apanhado fica na roda novamente para ter uma outra oportunidade. Podem escolher todo o tipo de animais, meios de transporte, etc. É mega divertido!

LAGARTA SENTADA (in manual de formação de professores da Escola Babyoga Portugal)
Inspirado no jogo das cadeiras, que é um jogo de exclusão, no entanto podemos transformá-lo num jogo de inclusão. Vamos retirando as cadeiras e existem sempre lugares ao colo. No final, temos apenas uma cadeira e um conjunto de crianças que se equilibra em equipa para se manterem todos sentados ao colo uns dos outros parecendo uma grande lagarta sentada. 
Todos se abraçam para se manterem unidos! 🙂 

Grata por leres o que escrevi e por caminhares por estes despertares!

Com Amor,
Sandra Matos
Mulher
Mãe
Professora de Yoga
Coaching feminino
Fundadora da Escola Babyoga Portugal
www.sandramatos.net
www.babyogaportugal.com

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